Pirapora, quinta-feira, 29 de julho de 2010

 

Esgoto

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Os esgotos domésticos de Pirapora são lançados em fossas sépticas ou clandestinamente em galerias de águas pluviais e conseqüentemente no rio São Francisco. Procurando reverter este quadro, em 1.998, o SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Pirapora elaborou para a cidade o Plano Diretor do Sistema de Esgotos Sanitários, ou seja, um projeto global com um alcance de 20 anos, que, além de visar a cobertura e afastamento de 100% dos esgotos da cidade, dará destino adequado aos efluentes antes de lança-los no corpo receptor (rio São Francisco). Este projeto define diretrizes, procedimentos, população atendida, alcance, etapas de implantação e destino dos efluentes.

A concepção proposta para a estação de tratamento dos esgotos sanitários gerados no Município de Pirapora, projetada para duas etapas de implantação, prevê um tratamento preliminar, seguido de reatores anaeróbios de fluxo ascendente de lagoas facultativas. O sistema foi projetado com capacidade para tratar 83,25 litros/seg, equivalente a uma população de 29500 habitantes para a 1a etapa, atendendo uma área de maior adensamento, e na 2a etapa tratar 177,64 litros/seg, equivalente a uma população de 61.500 habitantes.

Do sistema de coleta e tratamento de esgotos sanitários projetado, está concluído, aproximadamente, 38 Km de rede coletadora aguardando a conclusão da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) para poder funcionar. Além de 40% da ETE, faltam ainda, 5000 metros de emissário (ø 600 mm), a elevatória principal (82,22 litros/seg) e 1.200 metros de linha de recalque ( ø 300 mm) aguardando disponibilização de recursos financeiros para a conclusão das obras e início do funcionamento do sistema.

O sistema de coleta de esgotos do Distrito Industrial não está interligado ao sistema projetado e os efluentes sanitários e industriais gerados por este Distrito é de responsabilidade das Indústrias instaladas no local.

Características do corpo receptor dos esgotos de Pirapora-MG

O corpo receptor dos esgotos de Pirapora-MG é o mesmo manancial que abastece o Município, ou seja, o rio São Francisco. O ponto de lançamento dos efluentes, após o tratamento, será próximo à ETE, na margem direita do rio São Francisco, à jusante das captações de água para o abastecimento urbano. Conforme os registros da estação de medição de Pirapora, são listadas as vazões medidas:

- Vazão máxima: 5320 m3/s

- Vazão média: 740 m3/s

- Vazão mínima: 65 m3/s

Conforme a resolução CONAMA 357/05 e a Deliberação Normativa 010/86 do COPAM, o rio São Francisco neste trecho está enquadrado na Classe 2. Para esta classe, o artigo 5o da Deliberação Normativa acima mencionada, estabelece os seguintes limites e ou condições para as águas, os quais foram considerados na elaboração do projeto:

- Materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes;

- Óleos e graxa: virtualmente ausentes;

- Substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes;

- Corantes artificiais: não será permitida a presença de corantes que não sejam emovidos por processo de coagulação, decantação e filtração convencionais;

- Coliformes considerando o contato primário e a água considerada satisfatória:

- Coliformes totais 1.000coli/100ml

- Coliformes fecais 1.000coli/100ml

- Cor: até 50mg Pt/l;

- Turbidez: até 100 UNT;

- DBO5 dias a 20º C: até 5 mg/l de O2;

- OD em qualquer amostra: não inferior a 5mg/l;

- pH: 6,0 a 9,0


Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados direta ou indiretamente nos corpos de água, desde que obedeçam às seguintes condições:

- Materiais flutuantes: virtualmente ausentes;

- Óleos minerais: até 20 mg/l;

- Óleos vegetais e gorduras animais: até 50 mg/l;

- pH: 5,0 a 9,0;

- Regime de lançamento: vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média diária no período da atividade;

- Sólidos em suspensão: concentração máxima diária de 100 mg/l.

Grau de Tratamento

O quadro apresentado a seguir mostra as características básicas dos esgotos da cidade de Pirapora:

Características: 1ª etapa 2ª etapa
População atendida (hab) 29.5000 61.5000
Vazão média de esgotos (l/s) 39,93 83,25
Vazão média total (l/s) 76,49 177,64
Coliformes total (em 100 ml) 8,9x107 8,0x107
Coliformes fecais (em 100ml) 1,8x107 1,6x107
DBO5 (mg/l) 241,0 216,4

A concentração de coliformes na mistura, com base na vazão média do rio, resulta nos seguintes valores.

1ª etapa
- Coli total / 100 ml (NMP) ................................................. 9.200
- Coli fecal / 100 ml (NMP) ................................................. 1.861

Pelas características do corpo receptor, o lançamento dos esgotos in-natura precedido de tratamento preliminar, atende em princípio a Deliberação Normativa 010/86 quanto à mistura água/esgoto.

No que diz respeito ao número de coliformes na mistura o valor ficará acima do permitido pela D.N. 010/86, exigindo uma redução de 50% e 75% respectivamente em 1ª e 2ª etapa.

Em termos de DBO5, a eficiência necessária será de pelo menos 81%, o que resulta um esgoto com DBO5, igual a 60 mg/l.

Para atendimento da dupla exigência será previsto a implantação de reatores (efic. De 60%) e lagoas facultativas (efic. De 77%), cuja eficiÊncia total será de 90,62%, resultando numa DBO5 igual a 20,30 mg/l.

A eficiência esperada nas lagoas facultativas para remoção de coliformes, será de 97%, ou seja, os valores de lançamento em 2ª etapa serão:

- Coli total/100 ml ............................................................... 616
- Coli fecal/100 ml .............................................................. 124

Clique para maiores Informações sobre o Plano Diretor do Esgoto.

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